República Oligárquica (1902-1910) – II Parte

  • Rodrigues Alves: reformas e revoltas
  • Revolução Acreana e Revolta da Vacina
  • Afonso Pena: o primeiro mineiro no poder
  • Nilo Peçanha: o patrono da educação tecnológica

    O segundo período trabalhado sobre a República Oligárquica é marcada pela reformas urbanas e por um surto da borracha que favoreceu a expansão econômica da região Norte, contudo foi rápida e por fim o sistema que favorecia o café, como maior fonte de renda do Brasil.  
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Café
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RODRIGUES ALVES: REFORMAS E REVOLTAS
    O terceiro presidente civil foi Rodrigues Alves, pertencente ao PRP – Partido Republicano Paulista e foi eleito com apoio do PRM – Partido Republicano Mineiro, essa aliança foi a base da política do café-com-leite, em seu governo destacamos as reformas urbanas na cidade do Rio de Janeiro, da Revolta da Vacina, assinatura do Convênio de Taubaté, do surto da borracha e a anexação do Acre.
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Rodrigues Alves, presidente do Brasil de 1902 até 1906.
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    Com auxilio do prefeito carioca Pereira Passos, o governo de Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de revitalização do centro da capital brasileira, a cidade do Rio de Janeiro deveria ser “a sala de visitas do Brasil”, mas esse projeto também ficou conhecido como Bota Abaixo, pelas despropriações sem indenizações.
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Cortiços no Rio de Janeiro.
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    As populações pobres foram expulsas dos cortiços e casebres que viviam e passaram a ocupar as encostas de vários morros ao redor da cidade, na periferia, enquanto isso a reforma foi realizada ao modelo europeu da época com construção de avenidas largas e novos edifícios passaram ambientar o cenário. Também ficaram proibidos, o comércio ambulante e fogos de artifícios nas regiões centrais da cidade.
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Vista da Avenida Central na cidade do Rio de Janeiro (1909) atual Avenida Rio Branco.
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    Essas reformas custavam caro, mas o governo federal estava no auge do ciclo da borracha (1879-1912) esses recursos geraram a expansão econômica da região Norte, a medida que os seringueiros buscavam o látex cada vez mais adentrando a Floresta Amazônica. 
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Extração do látex da seringueira, a árvore da borracha.
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    A principal forma de exploração, era o sistema de aviamento, o seringal era composto pela casa dos patrões, das habitações dos empregados formando um pequeno vilarejo, o seringalista era o patrão, ele comandava os capatazes que organizavam o trabalho dos seringueiros, que era pessoas oriundas de camadas populares, normalmente migrante nordestino que vivia em condição semi-escravista, porque ficava atrelado ao patrão por um sistema de endividamento.
94 Melhores Ideias de seringueiros | Seringueira, Praias nordeste, Pintura  expressionista
Seringueiro explorando o látex.
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    A borracha gerou riqueza e aumento populacional para a cidades de Manaus e Belém no Pará, onde construíram novos prédios públicos e até mesmo ferrovias na região amazônica para a escoar a produção de látex.
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Centro de Manaus, ao fundo o Teatro Amazonas, a cidade foi chamada de “a Paris dos trópicos”.
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    Essa expansão chegou até mesmo ao território boliviano, na região do Acre onde seringueiros brasileiros entraram em conflito com as poucas guarnições bolivianas da região, em 1902 os seringueiros brasileiros liderados por José Plácido de Castro derrotaram os bolivianos.
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Mapa do estado do Acre.
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    Em 1903, o governo brasileiro representado pelo Barão do Rio Branco e o governo boliviano entraram em um acordo, o Tratado de Petrópolis, onde o Brasil adquiria o Acre por dois milhões de libras esterlinas, além de construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré onde a Bolívia também podia utilizar, para ter acesso ao mar navegando também pelos rios da bacia amazônica.
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Ferrovia Madeira-Mamoré.
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    No ano de 1904, estourou na cidade do Rio de Janeiro, capital federal da época um revolta de cunho popular descontente com a vacinação obrigatória imposta pelo governo federal contra a varíola, esse conflito ficou conhecido como Revolta da Vacina.
As charges da Revolta da Vacina: ensaio de análise visual - InfoEscola
Conferência Sinistra (Varíola e Febre Amarela).
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    Grande parte da população vivia em condições precárias o que facilitava a disseminação de epidemias constantes de febre amarela, peste bubônica e varíola, o governo federal preocupado com a situação indicou o médico Oswaldo Cruz, chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade.
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Oswaldo Cruz, fundou em 1900 o Instituto Soroterápico Federal no Rio de Janeiro, atual Fundação Oswaldo Cruz.
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    Aprovou-se a Lei de Vacinação Obrigatória, mas ela não foi bem recebida devido a ser algo novo e a lei foi aplicada com rigor, de forma autoritária com a invasão de casas e vacinando a força as pessoas, a oposição se organizou, iniciando uma revolta em grandes áreas da cidade.
A nova revolta da vacina Estamos vivendo uma nova revolta da vacina? |  Asmetro-SN
Caricatura com os manifestantes contra a vacinação.
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     A resistência popular, que quase levou a um golpe militar, teve o apoio de positivistas e dos alunos da Escola Militar da Praia Vermelha, mas sem lideranças políticas, os populares destroem bondes, apedrejam prédios públicos e espalham a desordem pela cidade.
Revolta da Vacina – Wikipédia, a enciclopédia livre
Bonde virado pela população na Praça da República durante a revolta
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    O governo para acabar com a revolta popular suspendeu a vacinação obrigatória e decretou o estado de sítio, nos confrontos 30 pessoas morreram e ao final o governo prendeu várias lideranças populares que foram enviados para o Acre. Tempos depois o governo retomou a vacinação e a varíola foi erradicada da cidade.
Estamos vivendo uma nova revolta da vacina? - Estado de Minas
Caricaturas da época.
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    Ocorre um grande destaque na política econômica, a assinatura do Convênio de Taubaté em 1906 quando os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro traçaram algumas medidas para melhorar a comercialização, garantir qualidade e também um preço mínimo aos cafeicultores. 
Charge onde os três estados SP, RJ e MG sugam dinheiro da União (governo federal).
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    Os governos estaduais e federal, comprariam o excedente da produção de café, inicialmente o sistema deu certo mantendo os preços do café valorizado no mercado internacional, contudo safra após safra o governo acabava obrigando-se a adquirir mais café, chegado a pegar empréstimos externos, em poucos anos os governos estavam endividados e a produção de café continuava a aumentar.
Estivadores carregando café no porto de Santos. Em 1905 o governo tinha em estoque 11 milhões de sacas de café.
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AFONSO PENA: O PRIMEIRO MINEIRO   NO PODER
    Em 1906, tomava posse o quarto presidente da República Oligárquica, o mineiro Afonso Pena pertencente ao PRM – Partido Republicano Mineiro com apoio do PRP. Formou um governo com jovens ministros chamados pela oposição de “Jardim de Infância”, além de reafirmar o Convênio de Taubaté e assinar um novo Funding Loan.
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Afonso Pena, presidente do Brasil de 1906 até 1909.
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    O presidente incentiva a imigração europeia e japonesa no slogan “Governar é povoar”, cria novas ferrovias e liga a Amazônia ao Rio de Janeiro com um cabo de telégrafo por meio da expedição de Cândido Rondon e compra encouraçados para a Marinha brasileira, mas o presidente Afonso Pena faleceu antes do final do mandado em 1909.
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Navio couraçado Minas Geraes adquirido pelo Brasil, era moderno para sua época.
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   NILO PEÇANHA:  PATRONO DA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA
    Assume o vice-presidente Nilo Peçanha, político fluminense pertencente oligarquia daquele estado aglutinada ao PRF – Partido Republicano Fluminense governando de 1909 até 1910. Nesse período criou as Escolas de Aprendizes e Artífices.
Nilo Peçanha – Wikipédia, a enciclopédia livre
Nilo Peçanha, presidente do Brasil de 1909 até novembro de 1910.
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    Também criou o SPI – Serviço de Proteção ao Índio chefiado inicialmente pelo marechal Cândido Rondon que com suas expedições entrou em contato com várias populações indígenas do Centro-Oeste e Norte do país.
A Funai - Fernando Schiavini
Marechal Rondon, famoso por sua exploração do Mato Grosso e da Bacia Amazônica Ocidental e por seu apoio às populações indígenas brasileiras.
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