5 CRUZEIROS (1942) - PROVISÓRIO



BRASIL

República dos Estados Unidos do Brasil 

5 CRUZEIROS

(PAPEL-MOEDA PROVISÓRIO)

Reponsável: Thesouro Nacional

Emitida pela: Casa da Moeda

Ano: 1942

Detalhe:  Papel-moeda de 5 mil réis, mas com roseta no canto superior esquerdo e inferior direito na frente da "Casa da Moeda" e nova denominação monetária "5 Cruzeiros".

Impressão: American Bank Note Company, Nova York

ANVERSO

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Barão do Rio Branco


REVERSO

Alegorias


Oriente Médio: da Guerra Civil Libanesa até a Primeira Guerra do Golfo

  • Guerra Civil Libanesa (1975-1990) 
  • Revolução Iraniana (1979) 
  • Guerra Irã-Iraque (1980-1988) 
  • Primeira Guerra do Golfo (1990-1991)
  • As crises do preço do petróleo

GUERRA CIVIL LIBANESA (1975-1990) 
    O Líbano sofreu muito com os conflitos nas regiões vizinhas, com a derrota dos árabes e a formação de Israel o território libanês recebeu em torno de 170 mil refugiados em 1949, além disso nos anos 1950, os movimentos nacionalistas árabes também ganham força no país. Os conflitos se iniciaram com tropas paramilitares do Kaeteb (cristãos) contra a OLP - Organização para a Libertação da Palestina formada por árabes palestinos refugiados.  
Mapa do Líbano no início do conflito, contudo durante a guerra o cenário alterou-se bastante.
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    O Líbano tem uma população heterogênea tanto em etnias quanto em religião, assim existe um pacto nacional em torno de uma república parlamentarista: onde o chefe de Estado (presidente) caberia a um cristão maronita e a chefia do governo (primeiro-ministro) a um muçulmano sunita. Contudo disputas políticas foram constantes e se agravaram com uma nova derrota árabe levando o país a receber mais refugiados.
Bandeira da República do Líbano. 

Elias Sarkis - Presidency of the Republic of Lebanon
Presidente Elias Sarkis de 1976-1982, um cristão maronita.

Selim Hoss - Alchetron, The Free Social Encyclopedia
Primeiro-ministro Selim Hoss de 1976-1980, um muçulmano sunita.
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    Expulsos pelo rei da Jordânia, acusados de tramar um golpe de Estado, a OLP – Organização para a Libertação da Palestina se estabelece na capital libanesa Beirute e inicia ataques a Israel pela fronteira libanesa. Isso rompe com o tenso e frágil equilíbrio resultando em uma guerra civil e vários massacres, na sequencia viu-se o as forças do governo se esfacelar, enquanto a Síria entrou no conflito apoiado o governo no ano de 1976 até 1978.
Tropas da OLP em desfile na dividida cidade de Beirute em 1979.
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    Apesar dessas facções oficialmente não serem especificas de um grupo, a maioria dos membros recrutados era maciçamente de uma determinada etnia ou religião, as principais foram:
  • Frente Libanesa, agrupou a maioria dos católicos do Partido Kataeb (Falanges Libanesas), mais a direita do espectro político, liderado por Bashir Gemayel.
  • OLP – Organização para a Libertação da Palestina liderada por Yasser Arafat.
  • Movimento Nacional Libanês (MNL), agrupou membros de partidos mais a esquerda e ligados aos muçulmanos sunitas, liderados por Kamal Jumblatt.
  • Movimento Amal e o Hezbollah ligados aos muçulmanos xiitas.
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     Em 1982, o presidente eleito Bashir Gemayel (cristão) sofre um atentado e falece, nesse mesmo ano ocorrem constantes ataques na fronteira entre Líbano e Israel, tropas israelenses lançam um ataque sobre o país que estava em guerra civil e chega até Beirute, forçando a OLP a sair do Líbano. Após, os israelenses recuam e permanecem apenas no sul do Líbano, em 1985 os três principais grupos libaneses rivais assinam um cessar-fogo. 
Tropas israelense no Líbano (1982), eles deram suporte as milícias cristãs. 
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    Mas no sul do país, um novo grupo guerrilheiro, o Hezbollah que significa “Partido de Deus” formado e liderado por muçulmanos xiitas continua a guerra, agora com apoio da Síria de Hafez Al-Assad que envia tropas para o Líbano controlando várias instituições e desarmando todas as milícias, exceto o Hezbollah. A Guerra Civil termina em 1990, mas no sul os conflitos continuam até o ano de 2000.
Abbas al-Musawi, clérigo xiita e secretário-geral do Hezbollah de 1984 até 1992, quando foi morto por forças israelenses

Bandeira do Hezbollah
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REVOLUÇÃO IRANIANA (1979)    
    O Irã era governado por uma monarquia autocrática nas mãos do Xá Reza Pahlavi, mas cada vez mais apareciam críticas ao autoritarismo, acusação de corrupção e contra a Revolução Branca principalmente nos costumes. Assim surgiu um movimento muçulmano tradicionalista xiita liderado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini.
Manifestação da Sexta-feira Negra, no cartaz: "Queremos um governo islâmico, liderado pelo Imam Khomeini "
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    Assim durante o ano de 1978 ocorrem vários protestos na capital Teerã, até o massacre da Sexta-feira Negra onde o Exército do Xá (imperador) entrou em confronto com os manifestantes, chegando a morte de alguns manifestantes o que fez o inflar ainda mais o movimento opositor. Em 1979, o Exército Iraniano se desintegra e o Xá Reza Pahlavi, sem condições de resistir acaba fugindo do país.
Protestantes derrubam um monumento do Xá Reza Phalavi na Universidade de Teerã.
08
     Na sequência a ala mais radical toma conta do processo fundando a República Islâmica do Irã, tendo como líder supremo o aiatolá Ruhollah Khomeini, ele passa a representar o país. Ocorreu uma mudança significativa na questão dos costumes, proibição de vestuários ocidentais, maquiagem, e muitos dos defensores do Xá, prostitutas e marxistas passam a ser condenados à morte.
Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder supremo do Irã entre 1979 até 1989.

Bandeira da República Islâmica do Irã.
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    O governo coube a um presidente que podia ser eleito pelo voto popular, mas após seu nome ser aprovado pelo aiatolá, assim foi eleito em 1981, Ali Khamenei que permaneceu no cargo até 1989. Quando Ruhollah Khomeini faleceu em 1989, o aiatolá Ali Khamenei passou a ser o novo líder supremo do Irã, cargo que ocupa até hoje.
Iran election buzz flirts with Rafsanjani return
Ali Khamenei (esq.) e dois ex-presidentes Akbar Hashemi Rafsanjani (cen.) e Mahmoud Ahmadinejad (dir.).
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GUERRA IRÃ-IRAQUE (1980-1988)    
    Os dois países tinham disputas fronteiriças desde os anos 1930, principalmente o canal navegável de Chatt al-Arab praticamente na foz do rio Eufrates (sul do Iraque), assim aproveitando-se dos conflitos internos no Irã, o presidente iraquiano Saddam Hussein começou uma invasão contra o território iraniano.
History of Iraq part II: the rise of Saddam Hussein | The World from PRX
Presidente Saddam Hussein em uma linha de frente no início da década de 1980.
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    O Iraque inicialmente conseguiu alguns avanços, recebendo apoio de material bélico da URSS e dos EUA. Os norte-americanos eram contra a Revolução Islâmica do Irã, já que sua embaixada tinha sido ocupada e muitos cidadãos estadunidenses tinham sido expulsos ou permaneceram reféns, por isso a guerra foi vista como uma possibilidade de desestabilizar e tirar do poder o aiatolá Ruhollah Khomeini.
Uma plataforma de petróleo iraniana, durante a guerra, em chamas
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    Além disso, o Exército Iraniano tinha sofrido com expurgos de antigos oficiais leais ao Xá Reza Pahlavi, assim era um exército comandado por jovens oficiais. Apesar disso, o Irã consegue deter o avanço iraquiano e empurrar o exército invasor de volta a suas fronteiras, assim em 1982-1983, o Irã é que tomava a iniciativa.
Iran-Iraq War 1980s | Middle east map, Iraq war, Modern war
Mapa das áreas do conflito entre Irã e Iraque.
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    A partir de 1984 a guerra é feita de pequenos avanços e retiradas. Em 1986, surge à tona o Caso Irã-Contras onde o governo dos EUA de Ronald Reagam negociava armas de forma secreta com o Irã em troca de prisioneiros estadunidenses e de um repasse posterior de armas para o movimento guerrilheiro conhecido como Contras que lutava na Guerra Civil da Nicarágua, contra o governo do socialista Daniel Ortega.
apushcanvas [licensed for non-commercial use only] / Iran Contra Timeline
Rota de dinheiro e armas, no escândalo Irã-Contras.
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    No ano de 1988, o governo iraquiano utilizou armas químicas, proibidas pela convenção internacional contra os guerrilheiros separatistas do Curdistão, no norte do país. Desgastados, nesse mesmo ano os dois países aceitam um cessar-fogo, terminando quase oito anos de guerra e as fronteiras permaneceram inalteradas.
Uživatel Hayder al-Khoei na Twitteru: „Perhaps the most searing image of  this chemical attack is of this Kurdish father, Omar Khawar, clutching his  infant son, Ahmad, who were both killed by the
Massacre de Halabja, onde as forças iraquianas de Saddam atacaram civis com armas químicas.
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PRIMEIRA GUERRA DO GOLFO (1990-1991)     
    Em 1990, o presidente iraquiano Saddam Hussein promove um novo conflito no Oriente Médio, a chamada Guerra do Golfo, quando invade o Kuwait, um pequeno país do Oriente Médio, mas riquíssimo devido as grandes reservas de petróleo. Saddam acusa o Kuwait pela baixa do preço do petróleo, por vender mais que o estipulado pela OPEP.
Iraq resumes payments of Gulf War reparations to Kuwait – Middle East  Monitor
Saddam Hussein em discurso para tropas iraquianas no Kuwait.
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    O Iraque sofre pressão de países do Ocidente e do Oriente Médio para desistir da anexação, contudo Saddam Hussein cobra uma dívida bilionária e uma indenização por explorar de forma “ilegal” em campos iraquianos, por fim ele anexa o território como uma província iraquiana em 1991.
Mapa em destaque do Iraque, ao sul o Kuwait que foi anexado por Saddam.
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     Com autorização da ONU - Organização das Nações Unidas é formada uma força de coalizão liderada por EUA, Reino Unido e França, recebendo o apoio de Arábia Saudita, Egito, Síria, etc, para libertar o Kuwait. A Operação Tempestade no Deserto atacou pontos estratégicos do Iraque, derrotando rapidamente as forças iraquianas no Kuwait. 
Caças F-15Es americanos estacionados na Arábia Saudita durante a Operação Escudo do Deserto.
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   As tropas da coalizão avançaram até o sul do Iraque, posteriormente saíram do território, deixando que Saddam Hussein continuasse como presidente do Iraque, mas criaram duas zona de exclusão aérea, onde os iraquianos não podiam sobrevoar, apenas forças militares dos EUA, França e Reino Unido. Saddam Hussein somente será destituído do poder em 2003, na Segunda Guerra do Golfo.
Destroços de veículos militares iraquianos destruídos na rodovia da morte.
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 AS CRISES NO PREÇO DO PETRÓLEO  
    Os principais “choques” do petróleo foram:
  • Primeiro choque (1956): quando o presidente do Egito, Gamal A. Nasser nacionalizou o Canal de Suez, gerando uma crise na sua travessia e o abastecimento foi interrompido.
  • Segundo choque (1973): defendido pelos países árabes, devido o apoio dos EUA a Israel na Guerra do Yom Kippur.
  • Terceiro choque (1979): devido a Revolução Iraniana que levou a uma diminuição da produção de petróleo no país e a consequente Guerra Irã-Iraque.
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Conflito Árabe-Israelense: do sionismo até a Guerra dos Seis Dias


  • Sionismo 
  • Mandato Britânico da Palestina (1920-1948) 
  • Plano de Partilha da Palestina e a formação do Estado de Israel
  • Guerra Árabe-Israelense (1948-1949) 
  • A Cisjordânia e a OLP
  • Guerra dos Seis Dias (1967)

SIONISMO    
      O sionismo, referência a Sion, colina situada na antiga Jerusalém, foi um movimento que surgiu na Europa no século XIX, tendo como principal ideólogo judeu Theodor Herzl que organizou em 1897 na cidade de Basiléia (Suíça), o primeiro congresso sionista.  
Delegados do Primeiro Congresso Sionista, tendo ao centro Theodor Herzl.

Bandeira do Primeiro Congresso Sionista.
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    O objetivo do movimento era a autodeterminação do povo judeu e a fundação de um Estado nacional judeu independente e soberano, no local onde existiu o antigo Reino de Israel (Terra Prometida). Em 1909, foi criado o primeiro kibutz, uma colônia agrícola israelita na Palestina, com inspiração socialista.
Moradores do primeiro kibutz, fundado ao norte da Palestina, denominado Degania Alef.
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 MANDATO BRITÂNICO DA PALESTINA (1920-1948)   
    Durante a Primeira Guerra Mundial, as forças britânicas expulsaram os turcos da região e nos acordos pós-Primeira Guerra foi formado uma área de influência britânica que foi confirmada pela Liga das Nações, assim era nascia o Mandato Britânico da Palestina.
Herbert Samuel, nascido em Liverpool, ele foi o primeiro judeu a ocupar cargos importantes no governo britânico. Em 1920 foi indicado para o cargo de Alto Comissário para a Palestina
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    Para embolar mais ainda a questão, surge a Declaração de Balfur que é uma carta do Secretário de Estado para Assuntos Estrangeiros do Reino Unido, Arthur Balfur dirigida ao líder da comunidade israelita britânica, defendendo a instalação de um Lar Nacional Judeu na Palestina. Assim ocorreu imigração maciça de judeus para a Palestina, os árabes palestinos protestam gerando a Revolta Árabe de 1936-1939 que foi fortemente reprimida.
Tropas de rebeldes árabes, nas proximidades de Haifa em 1937.
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PLANO DE PARTILHA DA PALESTINA E A FORMAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL    
    Ocorreu uma grande onde de imigração de judeus para a “Terra de Israel”, a Palestina entre 1919-1939 e de 1945-1948, sendo que devido o Holocausto e a perseguição que os judeus sofreram pelos nazista, vários países foram favoráveis a formação de um Estado nacional judeu. 
Vista do Muro das Lamentações ao centro, local sagrado para os judeus, sendo o que sobrou do Segundo Templo de Jerusalém.
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    O Reino Unido pediu para a ONU que elaborasse um plano de partição do território da Palestina, formando dois Estados, assim foi aprovada em novembro de 1947, a resolução 181 pela Assembleia Geral da ONU dividindo a região em duas áreas: uma dos judeus e outra para os árabes palestinos.
Em laranja (Estado palestino) e em azul (Estado judeu), segundo a partilha da ONU.
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    O plano de partilha foi aceito com ressalvas pelos judeus, que em 14 de maio de 1948 sob a liderança de David Ben Guríon, chefe da Organização Sionista Mundial, na cidade de Tel Aviv é proclamada a independência do Estado de Israel.
David Ben-Gurion proclamando a independência sob um grande retrato de Theodor Herzl, fundador do sionismo moderno.
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     O Estado de Israel adota o sistema republicano parlamentarista, tendo na chefia de Estado, o presidente Chaim Weizmann pertencente ao partido Sionistas Gerais, um grupo partidário da direita, enquanto a chefia do governo coube ao primeiro-ministro David Ben Guríon do partido de centro-esquerda, o Mapai (posteriormente denominado Partido Trabalhista).
Bandeira adotada pelo Estado de Israel.

David Ben Guríon, primeiro-ministro de 1948-1952 e de 1955-1963. 
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    Enquanto isso, os árabes palestinos tinham como principal representante o Alto Comitê Árabe, que foi contra a partição e com apoio da Liga Árabe, proclamou em 1948 na cidade de Gaza, a formação do Protetorado de Toda Palestina, sob a presidência do mufti Mohammad Amin al-Husayni, o líder religioso muçulmano sunita de Jerusalém. Assim, os palestinos não reconheciam o Estado de Israel.
Bandeira adotada pelo Protetorado de Toda a Palestina.

Mohammed Amin al-Husseini, líder religioso e presidente do Protetorado palestino.
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GUERRA ÁRABE-ISRAELENSE (1948-1949)    
    Diante do não reconhecimento da divisão da Palestina, os países árabes (Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano) e forças árabes palestinas organizaram um ataque contra o Estado de Israel (judeus) para retomar o controle de todo o território para os árabes palestinos.
Professor Wladimir - Geografia: MAPAS de Israel e Palestina
Mapa com a evolução do conflito.
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    Ocorreu um avanço inicial dos países árabes, que logo foi barrado, resumindo o conflito, as forças da Jordânia ocuparam uma área que passou a ser chamada de Cisjordânia, ao norte a Síria e o Líbano atacaram, mas não obtiveram sucesso e ao sul as forças do Egito não obtiveram o sucesso esperado e passaram a controlar apenas uma pequena faixa de terra, a Faixa de Gaza.
Tanque M4 Sherman, das Forças de Defesa de Israel em 1948.
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     A derrota dos árabes e a vitória dos judeus (Estado de Israel) foi ratificada pelos acordos diplomáticos e fronteiriços assinados em 1949. A cidade de Jerusalém foi dividida em duas áreas, a Jerusalém Ocidental sob controle de Israel e a Jerusalém Oriental sob controle da Jordânia.
Soldados da Legião Árabe (parte de Exército da Jordânia), lutando durante a Batalha de Jerusalém.
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    Assim os árabes palestinos ficaram com um menor território, comparável a proposta original da ONU, logo iniciou-se um êxodo de palestinos das áreas controladas pelos israelenses. O resultado foi a entrada de muitos imigrantes para os vários países árabes, especialmente para a Jordânia.
Soldados judeus levantam a Bandeira de Israel em Umm Rashrash (atual cidade de Eilat), o que marcou o fim do conflito e uma grande vitória aos israelenses.
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A CISJORDÂNIA E A OLP    
    A Jordânia sob comando do rei Abdullah I anexou os territórios conquistados na Palestina, que passaram a ser conhecidos como Cisjordânia e os cidadãos árabes palestinos passaram a ter a cidadania jordaniana. Tal ação de anexação do território palestino por parte da Jordânia recebeu vários protestos de países árabes.
Refugiados palestinos em 1948.
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    Em 1951, quando o rei jordaniano estava na Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, ele sofreu um atentado organizado por um nacionalista árabe. Ascendeu ao trono da Jordânia, o jovem rei Hussein que governou seu país de 1952 até 1999, alinhando-se em muitas oportunidades as potências Ocidentais (Reino Unido e EUA).
Faisal II do Iraque (à esquerda) com seu primo, o rei Hussein da Jordânia. Foto de fevereiro de 1958.
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     Na primeira cúpula da Liga Árabe que ocorreu em 1964 na cidade do Cairo (Egito), os países árabes foram favoráveis a criação da OLP – Organização para a Libertação da Palestina, com o objetivo de libertar a Palestina por meio da luta armada, sendo reconhecida como único representante legitimo do povo palestino.
Primeira cúpula da Liga Árabe.
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GUERRA DOS SEIS DIAS (1967)
    A tensão entre Israel e os países árabes a sua volta, que defendiam o nacionalismo árabe aumentou, representados pelo Egito governado por Gamal Abdel Nasser. A guerra durou de 05 até o dia 10 de junho de 1967, quando Israel enfrentou forças combinadas do Egito, Síria, Jordânia e Iraque.
Presidentes: Nasser do Egito (dir.) e Nureddin al-Atassi da Síria (esq) e ao centro Hafez al-Assad ministro da Defesa sírio.
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    Os preparativos para uma provável guerra já vinha ocorrendo e Israel já imaginava um ataque das forças árabes, contudo o resultado do conflito foi um rápida e forte resposta do Estado de Israel que atuou em diversas frentes de batalhas.
Soldados egípcios feitos prisioneiros durante a Guerra do Seis Dias.
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    As forças israelenses foram superiores: no sul conquistaram a Península do Sinai derrotando o Egito, a leste conquistaram toda Cisjordânia, derrotando o exército jordaniano e ao norte derrotaram a Síria conquistando as Colinas de Golã.
A Questão Palestina - Roteiro de Estudos - Curso Objetivo
Mapa da região demonstrando as conquistas do Estado de Israel.
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    A grande vitória do Estado de Israel, também consagrou alguns nomes, como o primeiro-ministro Levi Eshkol e militares israelenses que posteriormente seguiram a carreira política como Yitzhak Rabin (chefe do estado Maior) e Ariel Sharon.
Tenente-General Yitzhak Rabin (esq.), Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e Richard Nixon (1967).
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