Nova República: a Era FHC

 

  • Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998)
  • Segundo Governo FHC (1999-2002)

GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (1995-1998)    
    Fernando Henrique Cardoso, natural do Rio de Janeiro/RJ mas logo cedo mudou-se para São Paulo/SP. É sociólogo, cientista político, professor universitário e político, sendo senador pelo estado de São Paulo de 1982 até 1992. Foi membro do MDB/PMDB e um dos fundadores do PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira em 1988.  
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Presidente Fernando Henrique Cardoso

Brasil em Ação, logomarca utilizada no primeiro governo FHC.
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    Foi ministro da Fazenda durante o governo de Itamar Franco, planejando e orientando o Plano Real de maio de 1993 até março de 1994, com o sucesso do plano e a estabilização da economia, Fernando Henrique Cardoso, o FHC lançou sua candidatura nas eleições presidenciais de 1994, ele venceu no primeiro turno com 54,2%, em segundo lugar ficou Lula/PT com 27%, na sequencia Enéas Carneiro/PRONA com 7,3%, Orestes Quercia/PMDB com 4,3%, Leonel Brizola/PDT com 3,1% e Espiridião Amim/PPR com 2,7%.
FHC e Lula durante o debate das eleições de 1994 na TV Bandeirantes.
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    Após o sucesso do Plano Real, o projeto de Fernando Henrique Cardoso no governo foi a implementação de uma política econômica neoliberal reduzindo o tamanho do Estado e seu papel na economia, segundo o próprio FHC, era o fim da Era Vargas no Brasil.
Você considera que o personagem da charge é um defensor do liberalismo  econômico? Explique a sua - Brainly.com.br
Charge criticando o discurso contra a intervenção do Estado na economia.
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    Desde o governo Collor, o projeto de vender empresas estatais (privatização) era uma medida bem vista pelo mercado financeiro e os investidores, além disso ajudava a diminuir o tamanho do Estado, assim foram privatizadas como a Usiminas, Cosipa, Aço Minas e CSN (siderurgia) e Embraer (aviação).
Campanha pela desnacionalização custará caro ao Brasil
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo em 1994.
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    O governo FHC seguiu o que estava em destaque na época, como as orientações econômicas do Consenso de Washington (1989) para a América Latina onde vários países sofriam a anos com altos índices de inflação, a orientação era reformar o Estado, diminuir os gastos públicos e privatizar empresas estatais, a fim de buscar investimentos estrangeiros para o país. 
Logo da ALCA - Área de Livre Comércio das Américas, proposta pelos EUA na Cúpula das Américas em 1994. A última rodada de conversações ocorreu em 2003 onde recebeu várias críticas, não entrando em vigor.
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    O leilão (privatização) das empresas estatais gerou uma arrecadação federal em torno de 30 bilhões de dólares entre 1991 até 2002. As principais empresas privatizadas foram a CVRD – Companhia Vale do Rio Doce (exploração de minério), Sistema Telebrás e Embratel (telecomunicação), RFFSA (rede ferroviária), além da concessão de várias rodovias a iniciativa privada pelo país.
CVRD - Companhias Vale do Rio Doce

Telebras

Embratel - Empresa Brasileira de Telecomunições

RFFSA - Rede Ferroviária Federal S.A
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    Um dos objetivos com as privatizações era a diminuição da dívida externa, o que não ocorreu, além disso denúncias de corrupção e de irregularidades nos processos de privatização, especulando-se que algumas companhias teriam sido vendidas a preços abaixo do valor de mercado, críticas do uso de dinheiro público (BNDES) para financiar a aquisição de tais empresas, etc, contudo várias ações públicas e processos foram arquivados.
Privatização marca anos 90 no Brasil: da Vale e do setor elétrico até a  telefonia | Acervo
Protesto contra a privatização da Vale.
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    O Brasil vivia apesar de tudo, um momento onde a inflação estava controlada, com um índice de inflação anual de 9,6% (1996) e 1,6% (1998). Só que o Brasil tinha um problema, manter o real equivalente ao dólar, a alternativa foi aumentar a taxa de juros e atrair investimentos especulativos em dólares, o resultado foi uma recessão econômica e desemprego que será sentido nos anos posteriores.
Moedas de R$1,00, acima a lançada em 1994 e abaixo da segunda família de moedas lançada em 1998.

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    Apesar da estabilidade econômica, alguns bancos nacionais entram em crise, assim o governo cria o PROER - Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro e de 1995 até 1999 mais de cinco instituições financeiras sofreram intervenção do governo para sua reestruturação e na sequencia foram incorporados a outros bancos.
Antiga massa falida do Bamerindus lucra mais do que “banco bom”
Agência do Bamerindus, em crise financeira o banco esteve sob interferência do PROER, mas acabou sendo vendido ao HSBC em 1997.
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    Na questão social, movimentos populares com o MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra ganharam destaque diante do desemprego, para muitos a solução era a luta pela reforma agrária, mas a repressão foi grande como o caso do Massacre de Eldorado do Carajás/PA em 1996 onde 19 membros do MST foram mortos.
Massacre de Eldorado do Carajás completa 25 anos e segue como símbolo de  impunidade no campo - 16/04/2021 - Poder - Folha
Segundo investigações os membros do MST foram mortos com tiros a queima roupa em uma ação da Polícia Militar do Pará.
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    Com um bom índice de popularidade devido a estabilidade econômica dos preços e da entrada de capital/investimentos estrangeiros no país, no Congresso Nacional foi aprovada uma emenda a Constituição dispondo da reeleição para cargos do Poder Executivo (presidente da República e governadores), permitindo ao presidente Fernando Henrique Cardoso concorrer a um novo mandato nas eleições presidenciais de 1998.
Folha Política: Livro contra FHC revela fonte que provou compra de votos  pela emenda da reeleição
Ao centro FHC com deputados e senadores.
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SEGUNDO GOVERNO FHC (1999-2002) 
    Nas eleições presidenciais de 1998, novamente a disputa ficou entre PSDB e PT, sendo que Fernando Henrique Cardoso/PSDB venceu no primeiro turno com 53% dos votos, em segundo lugar Lula/PT com 31,7%, na sequencia Ciro Gomes/PPS com 10,9% e Enéas Carneiro/PRONA com 2,1%.
Presidente Fernando Henrique Cardoso

Governo Federal Trabalhando em todo o Brasil, logomarca do segundo governo FHC.
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     Mas em 1998-1999, ocorreram crises econômicas em países emergentes que decretaram a moratória (dispositivo legal que prevê a suspensão do pagamento dos juros da dívida externa quando um país está em grave crise econômica) e vários investidores com medo que o Brasil fosse para o mesmo caminho retiraram investimentos do Brasil.
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    O governo federal teve que desvalorizar o real em 1999, adotando um câmbio flexível prejudicando empresas que tinham dívidas em dólar e elevando a dívida pública. Outras ações também foram tomadas com auxílio de empréstimos junto ao FMI – Fundo Monetário Internacional.
A nova marcha dos insensatos e a sua primeira vítima - Rede Brasil Atual
Capa do jornal Folha de S. Paulo (1999) e reportagem de 2002 (dir.).

Há 12 anos, FHC pedia o colo do FMI - Vermelho
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo de 2002.
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    No campo social destacou-se na área da educação, a criação do Bolsa Escola um programa de transferência de renda as famílias de jovens e crianças de baixa renda, do Fundef – Fundo de Desenvolvimento e Manutenção do Ensino Fundamental e a ampliação das matriculas escolares promovendo uma redução dos índices de analfabetismo no Brasil. 
Lançamento do Projeto Bolsa Escola em 2001, ao centro FHC, a esquerda Geraldo Alkmin.

Cartão do programa Bolsa Escola.
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     Na saúde destacou-se a redução da mortalidade infantil, o programa de combate a Aids e a lei que possibilitou a comercialização de medicamentos genéricos a partir de 1999, o que reduziu significativamente o preço de muitos remédios consumidos pela população.
Lula mijando | Dichavador
Modelo de caixa de medicamento genérico, lei introduzida pelo governo FHC.

Ministro da Saúde José Serra.
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    Apesar de avanços, em 1999 a taxa de desemprego aumentava, o real perdia valor, juntando-se insatisfação pela venda de estatais consideradas lucrativas, a influência do FMI na política econômica, ocorreu em março de 1999, a Marcha dos 100 mil de Brasília, que contou com apoio de vários partidos de oposição ao governo.
Passeata dos 100 mil contra FHC em Brasília – agosto | Memórias – Químicos  Unificados
Na imagem uma das maiores críticas ao governo FHC, a submissão ao FMI.
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    No ano 2000, aprovou-se no Congresso Nacional a Lei de Responsabilidade Fiscal, lei que buscou criar mecanismos de controle dos gastos públicos da União, Estados, Distrito Federal e os municípios, condicionado a capacidade de arrecadação de tributos de cada esfera administrativa.
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    Em 2001 o presidente FHC tinha uma boa popularidade, mas a imagem de seu segundo governo ficou marcada negativamente pelo chamado “apagão”, quando uma seca inesperada esvaziou os reservatórios das hidrelétricas, sem planejamento e investimentos suficientes no setor, o governo forçou um racionamento de energia elétrica à população.
Capa do Folha de S. Paulo sobre o apagão.

Corrigindo O Globo: apagão não é racionamento, não é mesmo Leitão? |  Política & Democracia
Capa da Veja sobre o apagão.
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    Em 2002 realizou-se novas eleições presidenciais, onde novamente a disputa ao Palácio do Planalto ficou entre o PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira contra o PT – Partido dos Trabalhadores. O resultado foi a vitória do PT no segundo turno, Lula/PT conseguiu 61,2% dos votos contra o segundo lugar José Serra/PSDB com 38,7%. No dia 01 de janeiro de 2003 ocorria a transferência democrática de poder.
A questão do trabalho entrou na agenda - Vermelho
Lula (esq.) e José Serra (dir.) durante debate nas eleições de 2002.
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República Oligárquica (1910-1918) – III Parte

  • Hermes da Fonseca: a política de salvações
  • Revolta da Chibata, Revolta de Juazeiro e Guerra do Contestado
  • Wenceslau Brás: cenário mundial tenso
  • Greve Operária de 1917

    No terceiro período trabalhado sobre a República Oligárquica, temos uma pequena ruptura dos governos divididos entre São Paulo e Minas Gerais, já que Hermes da Fonseca foi eleito fora dessa lógica, contudo essas oligarquias continuaram influentes, tanto que voltaram ao poder com Venceslau Brás que teve que enfrentar o cenário conturbado da Primeira Guerra Mundial
A Avenida Rio Branco no início do século 20 | Museu do Amanhã
Centro do Rio de Janeiro.
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HERMES DA FONSECA: A POLÍTICA DE SALVAÇÕES
    O presidente Hermes da Fonseca era um militar de carreira, seu pai Hermes Ernesto da Fonseca e seu tio Deodoro da Fonseca eram marechais do Exército brasileiro, patente que Hermes também alcançou. Hermes da Fonseca era do PRC – Partido Republicano Conservador sendo eleito em 1910 fora da lógica da política do café-com-leite, teve que enfrentar e venceu a oposição na chamada Campanha Civilista liderada por Ruy Barbosa.
Hermes, Costa e Silva, Bolsonaro: o anedotário da limitação intelectual dos  militares
Hermes da Fonseca, presidente do Brasil de 1910 até 1914.
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    No governo Hermes da Fonseca foi instituído a Lei de Serviço Militar obrigatório e também foi usada a faixa presidencial pela primeira vez. O novo governo federal instituiu a “política de salvações” (salvacionismo) onde governos estaduais opositores eram destituídos do poder, se necessário utilizando a força, com intervenções federais em Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas.
Conheça a história da cobiçada faixa presidencial - FOLHA REGIONAL MT -  MATO GROSSO
Faixa presidencial
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    Em novembro de 1910, explodiu a Revolta da Chibata, o estopim para o para a revolta foi a punição a um marinheiro a 250 chibatadas por ter ferido um outro marinheiro dentro do encouraçado Minas Gerais. Os marinheiros revoltosos foram liderados pelo “almirante negro” João Cândido, que pediram o fim dos castigos físicos, melhores condições de trabalho, melhoria na alimentação, melhores soldos e anistia para os participantes da revolta.
Aventuras na História · João Cândido, o Almirante Negro
Marinheiro João Cândido
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    O movimento causou grande confusão, o comandante e três oficiais do encouraçado Minas Gerais foram mortos, logo a revolta ganhou apoio de mais dois encouraçados da Marinha, se o governo federal não aceitasse as reivindicações dos revoltosos, a capital Rio de Janeiro seria bombardeada, por fim o governo Hermes da Fonseca aceitou as reivindicações. 
Revolta da Chibata: causas, consequências e o líder João Cândido - Toda  Matéria
Capa do jornal Correio da Manhã em 1910.
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    Assim os marinheiros depuseram as armas, contudo dois dias após, o governo Hermes da Fonseca decretou estado de sítio e vários marinheiros considerados indisciplinados foram presos e outros foram enviados para a Amazônia. João Cândido foi processado e chegou a ser colocado em um hospício, no final foi absolvido, mas foi expulso da Marinha. Apesar de tudo o movimento surtiu efeito e os maus tratos como as chibatadas deixaram de ser utilizadas.
Sobre a Revolta da Chibata | Revolta, Chibata, História do brasil
Notícia da anistia dos revoltosos.
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    Outro conflito vai ocorrer em 1913-1914, quando o governo federal intervem politicamente no governo estadual do Ceará, retirando do governo a família Acioly que estava a anos no poder, conduzindo no cargo um aliado de Hermes da Fonseca.
Antônio Pinto Nogueira Accioly (1840 - 1921) - Genealogy
Nogueira Acioly, presidente (governador) do Ceará de 1896 até 1900 e de 1904 até 1912.
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    Sob a liderança de padre Cícero, chefe político e religioso da cidade de Juazeiro do Norte/CE estoura um motim conhecido como Revolta de Juazeiro. O padre Cícero formou um “exército” com seus fiéis para a retomada do poder, a revolta foi violenta e o governo federal anulou a intervenção, reconduzindo aliados de Nogueira Acioly ao cargo de governador do Ceará, para apaziguar os ânimos na região.
Padre Cícero: Para milhões de fiéis, Padim Ciço nunca precisou de perdão |  Brasil | EL PAÍS Brasil
Padre Cícero
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    Surge também um grande conflito messiânico no sul do Brasil em 1912, mais precisamente no oeste catarinenses e paranaense, uma região chamada de contestada devido a  disputa territorial entre estados de Santa Catarina e Paraná. O movimento ficou conhecido como a Guerra do Contestado (1912-1916).
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Região do Contestado e linha ferroviária construída.
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    Os motivos que levaram a guerra na região do Contestado foram: a construção de um estrada de ferro que passava pela região ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul e a forma de pagamento foi uma extensa faixa de terra de 30 km ao redor da ferrovia, muitos camponeses pobres já ocupavam a área e acabaram expulsos pelos madeireiros e pelas empresas de colonização.
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Locomotiva da Brazil Railway Company de Percival Farquhar em trecho pronto da ferrovia.
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    Além dos camponeses pobres expulsos, juntaram-se a eles trabalhadores de vários estados que ficaram desempregados após a conclusão da estrada de ferro em 1910, foi nesse contexto todo que surgiu um líder religioso, o monge José Maria que pregava a criação de um mundo novo, regido pelas leis de Deus, onde todos viveriam em paz, com prosperidade, justiça e com terras para trabalhar.
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Monge José Maria ao centro.
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    O monge José Maria começou a receber muitos fiéis e formou um povoado chamado de “Quadrado Santo”, logo organizando uma resistência armada contra os coronéis e o exército, o conflito também foi chamado de “Guerra Santa”.
Conquista de Taquaruçu, Guerra do Contestado - Ensinar História - Joelza  Ester Domingues
Em destaque região do conflito e povoados envolvidos nos conflitos.
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    Formaram-se mais alguns povoados sob comando de José Maria, que nessa altura tinha proclamou a chamada de “monarquia celestial” e organizou um governo próprio com normas igualitárias e não obedecendo às autoridades republicanas.
Ficheiro:Bandeira do Contestado.svg
Bandeira da Monarquia Celestial do beato José Maria.
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    O líder José Maria foi morto na Batalha de Irani, mas o conflito durou quatro anos até que o exército bem armado e com mais de 7 mil homens derrotaram todos os povoados da “monarquia celeste” em 1916, prendendo Adeodato, o último líder rebelde do Contestado. O saldo final foi um massacre contra a população pobre da região abrindo caminho para a colonização.
SAIBA O QUE FOI A GUERRA DO CONTESTADO - causas, contexto histórico e mais
Sertanejos sentados se rendem a tropas federais e estaduais que esmagaram o movimento em 1916.
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  VENCESLAU BRÁS: CENÁRIO MUNDIAL TENSO 
    O presidente Venceslau Brás pertencia ao PRM – Partido Republicano Mineiro e recebeu apoio do PRP, assim representou a volta da política do café-com-leite, governado o Brasil de 1914 até 1918. As elites se reconciliaram-se no Pacto de Ouro Fino onde decidiam apoiar-se politicamente defendendo a alternância no poder federal entre paulistas e mineiros
Venceslau Brás – Wikipédia, a enciclopédia livre
Venceslau Brás, presidente do Brasil de 1914 até 1918.
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     No plano interno Wenceslau Brás conseguiu derrotar a revolta em Canudos em 1916, mas no plano econômico teve que tomar medidas austeras motivado pela baixa das exportações de café, devido a Primeira Guerra Mundial (Grande Guerra).
100 anos do fim da Primeira Guerra - Tudo Sobre Enem
Guerra de Trincheiras, principal fase da Primeira Guerra Mundial.
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    Com a dificuldade de importar produtos, no Brasil desenvolve-se o segundo surto industrializador, porque muito capital nacional voltou-se para a construção de novas fábricas já que os produtos importados passaram a ser difíceis de adquirir, iniciando a substituição das importações por produtos nacionais, os principais destaques foram a indústria têxtil e de alimentos.
Ficheiro:IndústriasReunidasFábricasMatarazzo.jpg
IRFM – Industrias Reunidas Francisco Matarazzo inaugurada em 1920 na cidade de São Paulo foi a maior empresa da América Latina.
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    Mas o Brasil também foi atacado em 1917, quando vários navios mercantes brasileiros foram torpedeados pela Alemanha, como resultado o Brasil declarou guerra aos alemães se colocando ao lado da Tríplice Entente (EUA, Reino Unido e França) e enviou a Europa alguns médicos e aviadores, além de patrulhar o Oceano Atlântico com embarcações. No final da guerra o Brasil sofreu com um grande surto de Gripe Espanhola.
C:\BKP\Desktop\Meus Documentos\Historia imagens mapas etc\8 série\Republica oligarquica 94-30\republica das oligarquias\VENCES~1.JPG
Venceslau Brás declara guerra ao Império Alemão em 1917.
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    A industrialização foi acompanhada de um novo perfil social, o operário fabril, que trabalhava em péssimas condições, era amplamente explorado pelos patrões devido a falta de uma legislação trabalhista, por exemplo crianças menores de idade trabalhavam em serviços perigosos, etc, assim em explodiu a Greve Operária de 1917 que iniciou em São Paulo e obteve adesões nos principais estados do Brasil.
Trabalhadores paralisados em SP
Operários paralisados em São Paulo.
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    O movimento operário era bastante influenciado pelas ideais do anarquismo, trazidas pelos imigrantes europeus, principalmente italianos, a morte de um manifestante incendiou ainda mais a greve geral que aos poucos foi contida pela polícia e os patrões que aceitaram aumentar 20% dos salários. Um dos maiores articuladores da greve foi o anarquista Edgard Leuenroth que acabou preso em 1917.
Ficheiro:Greve geral 1917 (são paulo).jpg
Trabalhadores cruzam os braços em uma fábrica em São Paulo.

Edgard Leuenroth, um dos principais líderes da Greve Operária de 1917.
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